segunda-feira, 20 de novembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Convite - II Semana da Consciência Negra

CONVITE
A Direção da Escola de Tempo Integral Estudante José Francisco Filho de Poço Branco Convida a Todos os Alunos, Ex-Alunos e Comunidade em Geral para Participar das Atividades da II Semana da Consciência Negra que em 2017 será realizada nesta Sexta dia 17 e Neste Sábado dia 18, na Comunidade Quilombola de Acauã, Municipio de Poço Branco - RN. Confira a Programação da II Semana da Consciencia Negra na Comunidade Quilombola de Acauã.

Agradece: A Direção da Escola José Francisco, Prof.: Marlon Felix e Alunos do Terceiro Ano.




Proclamação da República: por que, 128 anos depois, historiadores concordam que monarquia sofreu um ‘golpe’

Vinícius Mendes
O quadro 'Proclamação da República', de Benedito Calixto;
movimento que questiona rompimento com a monarquia ganhou
força com as redes sociais | Imagem: Centro Cultural São Paulo
Meses após o Marechal Deodoro da Fonseca enganar a própria mulher, burlar as recomendações médicas e levantar da cama - onde havia passado a madrugada daquele 15 de novembro febril - para proclamar a República brasileira, o país já conhecia a primeira crítica articulada sobre o processo que havia removido a monarquia do poder em 1889.
Escrito pelo advogado paulistano Eduardo Prado, o livro Os Fastos da Ditadura Militar no Brasil, de 1890, argumentava que a Proclamação da República no Brasil tinha sido uma cópia do modelo dos Estados Unidos aplicada a um contexto social e a um povo com características distintas.
A monarquia, segundo ele, ainda era o modelo mais adequado para a sociedade que se tinha no país. Prado também foi o primeiro autor a considerar a Proclamação da República um "golpe de Estado ilegítimo" aplicado pelos militares.
Hoje, 128 anos depois, o tema voltou ao debate público: enquanto diversos historiadores apontam a importância da chegada da República ao Brasil, apesar de suas incoerências e dificuldades, um movimento que ganhou força nos últimos anos - principalmente, nas redes sociais - ainda a contesta.
"A proclamação foi um golpe de uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares, a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que foi um golpe ilegítimo", disse à BBC Brasil o empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tataraneto de D. Pedro 2º, o último imperador brasileiro, e militante do movimento direitista Acorda Brasil. No anúncio do último congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), em que foi um dos palestrantes, Luiz foi apresentado e festejado como "príncipe".
"Quando há ilegitimidade na proclamação de qualquer modelo de governo, não se consegue estabelecer autoridade e, dessa forma, não se tem ordem. É exatamente isso que aconteceu na república: removeram o monarca e, no momento seguinte, foi um caos", completa ele, justificando a partir da história os solavancos recentes da democracia brasileira.

Retrato do Marechal Deodoro da Fonseca por Henrique Bernardelli; ele
proclamou a República no Brasil após uma madrugada
febril | Imagem: Museu Histórico Nacional
Desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, o movimento pró-monarquia foi impulsionado pelas redes sociais e pela presença de grupos monarquistas nas manifestações contra o governo petista, entre 2015 e 2016 - muitos deles, empunhando bandeiras do Brasil Império.

Um movimento de elites
A ideia de que a Proclamação da República foi um "golpe" é engrossada pelo historiador José Murilo de Carvalho, que acabou de lançar seu oitavo livro sobre os períodos monárquico e republicano do Brasil: O Pecado Original da República(Bazar do Tempo, 294 páginas). Um dos intelectuais mais respeitados no país, Murilo também admite que é possível discutir a legitimidade do processo, como reivindicam os monarquistas atuais.
"Para se sustentar [a reivindicação de legitimidade da proclamação], ela teria que supor que a minoria republicana, predominantemente composta de bacharéis, jornalistas, advogados, médicos, engenheiros, alunos das escolas superiores, além dos cafeicultores paulistas, representava os interesses da maioria esmagadora da população ou do país como um todo. Um tanto complicado", avalia.
Ainda de acordo com Murilo, não apenas foi um golpe, como ele não contou com a participação popular, o que fortalece o argumento de ilegitimidade apresentado pelos atuais monarquistas. Para ele, a distância da maior camada da população das decisões políticas é um problema que perdura até hoje.
"Embora os propagandistas falassem em democracia, o pecado foi a ausência de povo, não só na proclamação, mas pelo menos até o fim da Primeira República. Incorporar plenamente o povo no sistema político é ainda hoje um problema da nossa República. Pode-se dizer que as condições do país não permitiram outra solução e que os propagandistas eram sonhadores. Muitos realmente eram", conta.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança: 'A proclamação foi um golpe de
uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares,
a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que
 foi um golpe ilegítimo' | Foto: Ana Carolina Camargo/BBC Brasil
Luiz Philippe de Orleans e Bragança: 'A proclamação foi um golpe de uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares, a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que foi um golpe ilegítimo' | Foto: Ana Carolina Camargo/BBC Brasil

Especialista no período, o jornalista e historiador José Laurentino Gomes, autor da trilogia 18081822 e 1889, concorda com a leitura do "golpe". Para ele, no entanto, o debate sobre a legitimidade da República é sobre "quem legitima o quê", o que está ligado ao processo de consolidação de qualquer regime político.
"O termo 'legitimidade' é muito relativo. Depende do que se considera o instrumento legitimador da nossa República. Se ele for o voto, ela não é legítima, porque o Partido Republicano nunca teve apoio nas urnas. Agora, se considerar esse instrumento a força das armas, foi um movimento legítimo, porque foi por meio delas que o exército consolidou o regime", diz.
Para Laurentino, a questão envolve a luta pelo direito de nomear os acontecimentos históricos que, no caso dos republicanos, conseguiram emplacar a ideia de "proclamação" e não de "golpe". "O que aconteceu em 1889, em 1930 e em 1964 é a mesma coisa: exército na rua fazendo política. Depende de quem legitima o quê. O movimento de 1964 não foi legitimado pela sociedade, mas a revolução de 1930 foi tanto pelos sindicatos quanto pelas mudanças promovidas por Getúlio Vargas. A proclamação é contada hoje por quem venceu", argumenta.
Para o historiador Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), é possível sim falar em golpe na fundação da República. Já questionar sua legitimidade, como faz Orleans e Bragança, seria um revisionismo histórico incabível.
"Se pensarmos que a monarquia era um regime historicamente vinculado à escravidão (esta sim, uma instituição ilegítima, sob quaisquer aspectos), acho pessoalmente que a fundação da República foi um processo político legítimo que, infelizmente, não veio acompanhado de reformas democratizantes e inclusivas", explica.

Após 128 anos, Proclamação da República ainda é alvo de debates
Segundo José Murilo de Carvalho, é possível afirmar que a proclamação foi obra quase totalmente dos militares, assim como conta o jornalista Laurentino Gomes em seu livro 1889. "Só poucos dias antes do golpe é que líderes civis foram envolvidos", explica Murilo. Para o professor Marcos Napolitano, porém, o fato de ter sido uma minoria a responsável por derrubar a monarquia não retira do movimento a sua legitimidade.
"Qualquer processo político está ligado à capacidade de minorias ativas ganharem o apoio de maiorias, ativas ou passivas, e neutralizarem outros grupos que lhes são contra. Nem sempre um processo político que começa com uma minoria ativa redunda em falta de democracia. Esta é a medida de legitimidade de um processo político. Muitos processos políticos democratizantes, que mudaram a história mundial, começaram assim. O que não os exime de serem processos muitas vezes traumáticos e conflitivos", explica Napolitano.

Monarquia como opção de regime político?

Orleans e Bragança expressa uma alternativa que já existe há algum tempo entre um grupo restrito de historiadores. O mais militante deles é o professor Armando Alexandre dos Santos, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Frequentemente convidado pela Casa Real para palestras e eventos, ele é amigo pessoal de D. Luiz Gastão de Orleans e Bragança - que seria o imperador do país caso fosse uma monarquia - desde os anos 1980.
Para Santos, a República representou a instauração de uma ditadura jamais vivida até então no Brasil. "Foi uma quartelada de uma minoria revoltosa de militares que não teve nenhum apoio popular. A própria proclamação foi um show de indecisões: Deodoro da Fonseca, por exemplo, só decidiu proclamá-la porque foi pressionado pelos membros do seu grupinho que precisavam de um militar de patente para representá-los. Foi, acima de tudo, um modismo, uma imitação servil dos EUA", argumenta.
Santos, no entanto, não encontra apoio para sua tese na maior parte da academia. Para os historiadores ouvidos pela BBC Brasil, o retorno à monarquia não está definitivamente no horizonte político do país.

"O plebiscito de 1993 (para determinar a forma de governo do país) mostrou que há sólida maioria favorável à República, apesar das trapalhadas do regime. Fora do carnaval, a imagem predominante da monarquia ainda é a de regime retrógrado", afirma José Murilo de Carvalho, seguido por Gomes. "Em um momento de discussão da identidade nacional, se somos violentos ou pacíficos, corruptos ou transparentes, vamos em busca de mitos fundadores. Um deles é D. Pedro, que era um homem culto e respeitado. Esse movimento monárquico atual é freudiano. É a busca de pai que resolva tudo sem que a gente se preocupe", finaliza.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ABRIR OU NÃO ABRIR AS COMPORTAS, EIS A QUESTÃO.

Abrir e atender os interesses dos produtores rurais (pequenos, médios e grandes), criadores de camarão, pecuaristas e donos de indústrias da jusante do rio, atualmente dispondo de baixo volume de água?
Ou não abrir e manter a atividade pesqueira, agricultura, pecuária, turismo e lazer na parte montante da barragem?
Eis a questão...
Depois de mais uma "disputa" pelas águas do Rio Ceará Mirim, durante audiência pública na Câmara de Vereadores, ontem (07/11), a população de Poço Branco se mostrou contrária à abertura das comportas. Pelo menos, a maioria absoluta se posicionou assim: tanto os que estavam na Câmara, como os internautas e os que estavam em suas casas.
Para a maioria não há garantia de bom inverno para os próximos meses e, no atual cenário, esvaziar a barragem significaria o fim da atividade pesqueira, dentre outras. "O impacto negativo na economia do municipio será imediato e incalculável", dizem muitos.
Nem os argumentos técnicos dos representantes do DNOCS e Governo do Estado (que chegaram a apelar para a caridade e compreensão humanas), nem o pagamento do seguro defeso aos pescadores (dez/17 a fev/18) convenceram os presentes à sessão legislativa.
Enquanto os pescadores defendem a sua sobrevivência, a população de Poço Branco acredita que a abertura das comportas, como já ocorreu, mais uma vez irá beneficiar o interesse econômico de fazendeiros que usam (e até represam) as águas do Rio Ceará Mirim.
Se a abertura das comportas pode secar o reservatório, diminuindo o oxigênio e matando peixes, a evaporação da água pela ação solar, infiltrações e vazamentos preocupam, pois também esvaziam o rio: acima ou abaixo da parede.
A evaporação da água é inevitável e depende de vários fatores. Por isso é muito complexa de ser estimada para um contingente superior a 8 milhões de metros cúbicos. Grandezas como a superfície da bacia, as temperaturas do ar e da água, a umidade relativa do ar e a velocidade do vento são importantes para o cálculo da evaporação.
Sem chuvas, para a abertura das comportas a uma vazão constante de 0,45 metros cúbicos por segundo (desprezando- se a evaporação da água, infiltrações e vazamentos) a barragem atingiria seu volume morto em pouco mais de 4 meses - tempo que deve ser bem mais curto considerando os demais fatores.
Se não chover nos próximos meses, parece óbvio que ambos os lados serão prejudicados. Todos sofrerão os efeitos danosos de uma seca que se arrasta há mais de 5 anos. Seja qual for a medida adotada, ambas as áreas serão prejudicadas - uma, possivelmente, mais do que a outra, infelizmente.



Poço Branco (RN): Audiência Pública com Pescadores, Comunidade e Coordenadores do DNOCS.

Poço Branco (RN) Está em Estado de Atenção com a Situação da Barragem Engenheiro José Batista do Rego Pereira, os Coordenadores do DNOCS Estão enfrentando pressão dos Fazendeiros que Vivem Abaixo da Barragem.

Estive Assistindo a Transmissão da Live da Audiência Publica pelo Facebook, desde da Hora que começou até o fim, e percebi que os Coordenadores não estão nem ai para os pescadores, em uma de suas falas, eu escutei que o coordenador falou “Poço Branco tem que abrir as Comportas ou vamos morrer”. Esclareço que não estou citando nomes de ninguém, apenas colocando em Evidencia o que vi sobre a Barragem de Poço Branco, pois a Mesma está enfrentando a Pior Seca, já vivida em alguns anos.

Após 06 anos estamos vendo a pior seca, mais não temos esperança de chuva durante os Próximos anos.

VOZ DOS VEREADORES
O Vereador Halan Diego, Falou em nome do Povo de Poço Branco, e disse que pouco se importa com os fazendeiros abaixo da parede, que tá trabalhando pelo povo de poço branco.

O vereador chagas da carne é contra a abertura das comportas, e também disse que trabalha pelo povo de poço branco. O vereador Rodrigo Lucas, atuou em nome de quem deu o voto de confiança a ele.
Já o ex-prefeito Roberto Lucas apoiou os pescadores e também ficou ao lado da comunidade.

O Jornal Eletrônico, A Tribuna do Norte que soltou esses Assuntos não quis se Manifestar.

Atualmente, a Barragem Engenheiro José Batista do Rêgo Pereira opera com 6,11% da capacidade Total que é de 136.000.000,00 m3 (Metros Cúbicos) de Água.


Vamos Esperar para Ver os Próximos Capítulos dessa NOVELA.

domingo, 5 de novembro de 2017

O Maior Terremoto da História do Municipio de Poço Branco - RN e do Rio Grande do Norte

Há 31 anos atrás, no dia 30 de novembro de 1986, as 5 horas, 19 minutos e 48 segundos aconteceu o maior terremoto da história do Rio Grande do Norte, e o que mais causou danos materiais no Brasil. O tremor de 5.1 pontos na escala Richter danificou 3000 residência na cidade João Câmara e arredores, na época a cidade tinha 35.518 habitantes, que após o evento reduziu quase que pela metade já que muitos com medo de repetições abandonaram a cidade. Devido ao forte estrondo que rachou casas e derrubou paredes, muitas pessoas que não foram embora passaram a dormir em tendas improvisadas nas ruas. Nos dias que se seguiram, o Rio Grande do Norte recebeu a visita de ministros do governo José Sarney. O ministro do Interior da época, Ronaldo Costa Couto, foi a João Câmara e anunciou a liberação de Cz$ 2 milhões (dois milhões de cruzados) para recuperar os danos provocados pelo tremor. O governador de então, Radir Pereira (que substituíra José Agripino, eleito senador), decretou estado de calamidade pública. Os tremores ocorreram na falha de Samambaia que tem 38 km de extensão no Rio Grande do Norte e é a maior falha geológica do país,, fica ao lado da falha de Poço Branco que é menor mas que também pode ter ajudado a propagar os abalos.





Fonte: Cidade de Poço Branco - RN
https://www.facebook.com/pocobrancocity/?ref=py_c

POÇO BRANCO: VEREADOR RODRIGO LUCAS CONSEGUE TRAZER DE VOLTA O COMPRA DIRETA

O Blog do Jony Edson está a disposição de qualquer político da cidade independente de cor partidária para divulgar suas conquistas em beneficio da cidade.

Continuo com a mesma frase de sempre, sou daqueles que para mim quanto pior melhor não faz sentido, torço para o melhor para a nossa cidade e estarei aqui sempre a disposição para divulgar coisas  boas e que traga satisfação para nosso povo.



VEREADOR RODRIGO LUCAS
“Ainda em tempo de comemorar uma grande vitória para a agricultura de nossa cidade.

Consegui junto com o vereador João Horácio de Góis, resgatar o programa Compra Direta da Emater/RN, e beneficiar 50 famílias que vivem da agricultura familiar.

Este programa consiste em comprar a produção dos pequenos produtores de nosso município até R$ 6.500,00 por produtor e doar estes produtos para várias entidades, como as escolas municipais, hospital, creches e etc.

São frutas e verduras, carne bovina e Ovina, feijão, macaxeira, bolo, doce, queijo, leite, enfim, diversos produtos que ajudaram na merenda escolar e na alimentação de nosso hospital, gerando assim renda para a agricultura local, bem como economia nos gastos de alimentos de nossa gestão.

Quero agradecer a Diretora Geral da Emater, Dra. Kátia que ouviu nossos apelos e ajudou na liberação dos recursos. Ao Prefeito Waldemar De Góis e ao Presidente da Câmara Horácio de Góis pelo apoio incondicional que têm dado (não fosse pela participação de ambos, não obteríamos êxito), inclusive disponibilizado a contratação de um servidor para gerir a execução das ações na nossa agricultura local, Bruno Marcos, como também a ajuda das técnicas da Emater, que fizeram durante toda semana um verdadeiro mutirão para conseguirmos cumprir o prazo final dos cadastros dos produtores. (sic)”

Poço Branco – RN: Igreja Católica do Sagrado Coração de Jesus Forma o Terço dos Homens SCJ

Fotos: Luciano Mará
Texto: Jony Edson (Blog do Jony Edson)

A Comunidade Católica do Sagrado Coração de Jesus Ganhou nesta Sexta, 04/11, o Terço dos Homens SCJ, onde Estiveram Presentes os Homens da Comunidade do Imaculado Coração de Maria, Conjuntos Novos Tempos, e o Celebrante que veio da Comunidade Santa Terezinha, Valmir Fernandes, que celebrou ao lado do Nosso Irmão Luciano Mará.

Luciano Mará Disse ao Nosso Blog: “Agradeço de Coração ao Sagrado Coração de Jesus, Por mais essa Caminhada de fé e de Esperança para a Nossa Comunidade, Parabéns aos Homens que Tiraram um Tempinho e vieram até a Casa de Deus para Rezar ao Lado do Pai Jesus”.

Com Essas Palavras, Encerramos essa Postagem Especial, desejando que os Homens que Iniciarão essa Caminhada Fiquem até o fim, parabéns ao Grupo que teve essa Excelente Ideia.


Fiquem Agora com as Fotos do Momento:


















sexta-feira, 27 de outubro de 2017

JERNs: Liciane comemora 16 anos como vice-campeã de Karatê



Liciane Maria das Graças de Andrade, aluna do Colégio Sagrada Família, em Natal, completa 16 anos hoje e tem mais um motivo para comemorar: sagrou-se vice-campeã de Karatê, categoria juvenil, dos Jogos Escolares do RN (JERNs).

Na foto abaixo, com o professor João Pedro e os “paistrocinadores” Josenilton Oliveira e Maria Irene.


A escola britânica que deu a volta por cima ao incluir música em todas as disciplinas


Escola está entre as que registraram maior avanço em leitura,
escrita e matemática no Reino Unido | Foto: Divulgação/Twitter
Em uma sala de aula, as crianças recortam e montam formas geométricas de Tangram, o quebra-cabeça chinês, enquanto escutam música clássica; em outra, cantam, batem palmas e enquanto fazem contas de multiplicação. Na aula de história, há canções para ensinar desde a era vitoriana até as explorações vikings, e os poemas da aula de literatura são recitados em formas de rap.
Essas cenas fizeram parte da estratégia da Feversham Primary Academy, de Bradford (centro da Inglaterra), para, em cerca de seis anos, sair da lanterna do ensino britânico e entrar para o grupo das escolas com maior progresso no aprendizado em sua faixa etária - a escola abriga crianças de 2 a 11 anos.
Até o início da década, Feversham estava na categoria "special measures", que é quando entram no radar do governo britânico as escolas com resultados acadêmicos "abaixo do padrão de qualidade".
As dificuldades eram variadas: a escola pública fica em uma região degradada e com níveis elevados de criminalidade e tensões sociais; a maioria dos alunos são migrantes de origem paquistanesa e têm o inglês como segundo idioma.
"Tentamos métodos variados (para melhorar o ensino): aulas de história e literatura, de cidadania, palestras com grupos religiosos e comunitários", explicou, em artigo de 2016, o diretor da escola, Naveed Idrees.
"Logo ficou claro que esses métodos convencionais não eram apropriados para a idade e para o contexto social com os quais trabalhávamos. Precisávamos de uma alternativa."

A alternativa escolhida foi focar na música e nas artes, incorporando jogos, canções e brincadeiras no ensino de todas as disciplinas.
Há aulas de música com referências culturais
britânicas e islâmicas | Foto: Reprodução/Twitter

Banco de músicas

A Feversham baseou sua mudança de rumo na chamada "abordagem Kodály", desenvolvida pelo húngaro Zoltán Kodály (1882-1967) e que prega que a experiência musical seja ensinada pela observação, pela repetição e por movimentos corporais, através do canto e de jogos musicais.
"É semelhante à forma como aprendemos a linguagem: inconscientemente, observando e repetindo (os adultos)", explica à BBC Brasil Cyrilla Roswell, especialista no método no Reino Unido.
"Daí, cabe aos professores ensinar às crianças as vibrações e batidas (da música). É uma mescla de prática, teoria e uso oral da música."
O método parte da ideia de que a expressão musical floresce naturalmente nas pessoas desde a infância e promove a socialização e a concentração - o que, por sua vez, ajuda no desempenho das crianças nas demais disciplinas.
Na prática, a direção da escola Feversham deu um novo treinamento aos professores e desenvolveu um banco de atividades musicais para serem usadas nas aulas - jogos feitos com as crianças sentadas em círculos, batendo palmas ou tocando instrumentos musicais com propósitos específicos de ensinar determinadas habilidades ou conteúdos.
Os alunos também passaram a contar com aulas semanais de música e artes dramáticas, abrangendo referências culturais tipicamente britânicas - como Beatles, Queen e Shakespeare - até canções islâmicas, já que a maioria dos alunos de Feversham são muçulmanos.
Alunos são de maioria muçulmana e muitos têm o
inglês como segunda língua | Foto: Divulgação/Twitter
O argumento é de que as crianças conseguem desenvolver diversas habilidades por intermédio da música, explica à BBC Brasil Jimmy Rotheram, diretor musical da escola Feversham.
"Ao aprenderem música, elas aprendem a se expressar, a pensar, a socializar e a serem autoconfiantes. A atmosfera na escola mudou, e as crianças se tornaram mais felizes e criativas", afirma.
"Como cantar também ajuda as pessoas a aprenderem um segundo idioma, as crianças melhoraram seu desempenho em linguagem (inglesa)."

A música no ensino

No caso de Fevesham, a abordagem tem dado resultados. As avaliações mais recentes da Ofsted (agência britânica que supervisiona órgãos educacionais) deram nota "boa" à escola, que hoje situa-se entre as que mais registraram avanços em leitura, escrita e matemática entre todas as escolas primárias britânicas.
No relatório mais recente da Ofsted, de 2014, a Feversham foi descrita como uma escola "que promove o desenvolvimento espiritual, moral, social e cultural dos alunos".
Na opinião de Rotheram, a estratégia da Feversham poderia ser aplicada em qualquer escola.
"É preciso investir em treinamento de professores, mas eles não precisam ser incrivelmente (conhecedores) de música, basta saber algumas notas. E, uma vez que você vê os resultados (no ensino), fica muito impressionado."
Ele diz que as escolhas musicais precisam dialogar com o repertório cultural das crianças e que as chances de sucesso são maiores se houver apoio da direção da escola na implementação das políticas. E as atividades não podem ser aleatórias: é preciso haver um propósito específico para cada atividade musical, diz.
Roswell, por sua vez, explica que os professores acabam aprendendo a teoria musical junto com os alunos.
"Só é essencial que estejam comprometidos (com o método). E há uma percepção errada de que a musicalidade é algo inato - todas as pessoas são musicais."
Aula sobre a era vitoriana na escola; canções foram incorporadas
a todas as disciplinas | Foto: Divulgação/Twiter
As aulas são complementadas por apresentações dramáticas e musicais semanais na escola - tanto das crianças quanto de músicos convidados.
Algumas pesquisas acadêmicas analisaram a música no ensino, inclusive no Brasil. Em 2013, um estudo de pesquisadores da Unifesp publicado no periódico científico Plos One avaliou o impacto da música na aprendizagem de crianças com dificuldades de leitura em São Paulo.
Os resultados, dizia a pesquisa, "mostram efeitos positivos promissores em habilidades de leitura e desenvolvimento acadêmico" entre os alunos que tiveram aulas de música incorporadas em seu currículo escolar.
Entre as explicações para isso estão, segundo o estudo, o fato de a música "ajudar a processar habilidades léxicas (relativas ao conjunto de palavras de uma língua) e a melhorar a diferenciação de tons (de voz) em discursos e leitura".
Ainda assim, o estudo concluiu que, ainda que os resultados sejam "promissores", não são suficientes para que as aulas de música sejam sugeridas como uma política pública.
Para Roswell, professores interessados podem começar a introduzir a música aos poucos nas atividades - e devem ter em mente que impactos profundos levam anos para acontecer.
"Mas haverá mudanças imediatas nos alunos: a música os deixa mais felizes. E crianças felizes aprendem mais", afirma.

As imagens do incêndio que há nove dias devasta a Chapada dos Veadeiros

Na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, fogo consome
parque nacional há nove dias | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
Uma das mais importantes unidades de conservação do país, a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, tem sido consumida por um incêndio de grandes proporções há nove dias. Um quarto do parque já foi devastado, a despeito dos esforços de 200 brigadistas que se revezam no combate às chamas, ainda sem controle.

O cenário à noite, com focos de fogo espalhados em meio à vegetação, parece com o de um vulcão em atividade, afirmam eles.

Voluntários e bombeiros se esforçam
para conter o fogo | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
Devastação pelas chamas já destruiu 26% da área
da unidade de conservação | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
Segundo afirmou à BBC Brasil o chefe da unidade, Fernando Tatagiba, o incêndio começou com um ato criminoso. "Não existe a possibilidade de combustão espontânea nessa região, e 100% dos incêndios na seca no cerrado são provocados pelo homem".

De acordo com Tatagiba, apenas raios podem ser considerados causa natural de incêndio, mas não chove na área há mais de um mês.
'O fogo começou a chegar bem perto da minha casa e
dos meus vizinhos', conta fotógrafo | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
A ação humana, porém, tem mostrado sua face positiva diante do incêndio: desde o início do incidente, centenas de mais de 200 pessoas, entre brigadistas e voluntários, têm trabalhado 24 horas por dia na tentativa de conter as chamas.

Elas se revezam no manuseio de abafadores (equipamento em formato de pá que ajuda a apagar o fogo), transporte de água aos locais incendiados e monitoramento do avanço das chamas.

Entre os voluntários está o fotógrafo paulista Davi Boarato, de 34 anos, autor das imagens que ilustram essa reportagem. Há pelo menos uma semana ele se reveza entre a câmera fotográfica e o abafador.
Queimadas se concentram em áreas próximas
à Vila de São Jorge | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
"O fogo começou a chegar bem perto da minha casa e dos meus vizinhos. Numa noite, vi o fogo descendo morro abaixo", relembrou o fotógrafo. "Ficamos de 1h até as 8h30 trabalhando, e depois veio outro grupo."

O parque da Chapada dos Veadeiros é um dos mais
importantes do bioma cerrado | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
Brigadistas voluntários se organizam por meio de uma rede
de contatos pelas redes sociais | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
Moradores e turistas aprendem a como cuidar dos animais
machucados pelo fogo | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil

Mobilização
Pessoas estão se juntando para montar kits de alimentos para brigadistas e voluntários. No WhatsApp, grupos trocam informações, uma casa virou uma "central" de mobilização e gente de Brasília está fazendo bate-volta para ajudar.

"O mais triste é ver a fauna se perdendo. Vemos ovos de passarinhos queimados, já marrons. A estrada está um silêncio e há um vazio meio chocante", conta o fotógrafo, que tem acompanhado workshops de funcionários do zoológico de Brasília em seu trabalho de resgate de animais feridos que fugiram das chamas.
Operação de combate conta com mais de 100 brigadistas
e bombeiros | Foto: Davi Boarato/BBC Brasil
O incêndio no parque nacional levou até mesmo a Nasa, agência espacial americana, a se pronunciar. De acordo com a instituição, o bioma vem sendo devastado de forma mais acelerada que a Amazônia.
A Nasa lamentou o fato e afirmou que a "área é ecologicamente importante não só para o Brasil como para o mundo, com 10 mil espécies de plantas - 45% delas únicas à região".

Portal BBC BRASIL